Campeonato Regional PentaControl Mx 2026 » Reportagem Ferreira D'Aves » Concorrência Aperta, Mas Daniel Pinto Mantém Invencibilidade Na Classe Elite
Pela terceira vez na sua história o Campeonato Regional PentaControl Mx visitou o Crossódromo da Morouça Grande, localizado em Ferreira D’Aves, no passado mês de Junho para a quarta ronda de um ano onde as lutas e a incerteza têm marcado presença de forma constante. Na principal classe que compõe esta competição, a Elite, a experiência de Daniel Pinto continua a dar cartas ao manter a invencibilidade na temporada em curso, pese embora a atenção tenha de ser redobrada pois cada vez mais se vê uma maior réplica por parte da concorrência.

Foi debaixo de um céu ameaçador que as tarefas burocráticas de qualquer evento se iniciaram no dia 14 de Junho, domingo, para aos poucos dar espaço ao aparecimento do sol e de muito calor. Concluídas as inscrições finais e verificações técnicas os pilotos tiveram a primeira oportunidade de entrar em pista para as sessões de treinos onde as cronometradas ditariam os melhores tempos e a ordem de entrada para a grelha de partida nas corridas da tarde. Intocável até esse momento Daniel Pinto (#259) voltava a ser o alvo a abater, mas não querendo deixar os créditos por mãos alheias desde cedo se envolveu na luta pela melhor volta aos mil trezentos e setenta metros de perímetro do traçado beirão acabando por ser o mais rápido por menos de meio segundo sobre o veterano Paulo Felícia (#391), piloto que não esteve presente na primeira ronda, mas que nas seguintes se imiscuiu sempre entre os primeiros postos. Não muito longe deste, a ocupar o terceiro lugar, encontrávamos o campeão em título Dinis Sousa (#69) que se conseguia superiorizar aos manos Pinto com vantagem de Bernardo (#139) sobre Duarte (#22). Relativamente à categoria de Veteranos, depois de Felícia, Rui Magalhães (#724) era o mais lesto ao ser sexto em termos globais adiante de José Montero (#191) que era somente oitavo.

Depois de cumprido o intervalo de almoço em que o Clube Motorizado Motoserranos tudo fez para colocar a pista nas melhores condições possíveis os pilotos perfilaram-se atrás da grelha de partida e, assim que esta caiu para a primeira manga do dia, Daniel Pinto colocou a potência da sua mota elétrica no terreno para sair na dianteira de todo o pelotão após a primeira curva e começar, desde os primeiros metros, a atacar ao máximo para criar um fosso confortável que o mantivesse a salvo de qualquer investida lançada pelos seus oponentes. Isso foi precisamente o que aconteceu já que Dinis Sousa, o seu principal perseguidor no momento, não tinha capacidade para o acompanhar cifrando-se a diferença em quase dez segundos logo nas primeiras quatro voltas ao circuito, momento em que Paulo Felícia finalmente conseguia suplantar o piloto de Paços de Ferreira e começava a olhar ao longo do circuito na busca do comandante das operações. Pese embora por vezes a diferença diminuísse um pouco, logo de seguida Pinto replicava a voltava a ganhar o tempo perdido o que não permitiu assim qualquer alteração até que a bandeira de xadrez foi apresentada, ficando assim Daniel Pinto em primeiro com cerca de dez segundos de adianto sobre o segundo colocado Paulo Felícia. Já Dinis Sousa, não estando tão rápido neste circuito como no da ronda anterior, foi mantendo o veterano da TM na sua mira na tentativa de aproveitar qualquer deslize deste que não meio a acontecer, não deixando assim alternativa ao jovem da Kawasaki que não fosse contentar-se com o último lugar do pódio. Presente pela segunda vez na competição em 2026, a rapidez evidenciada por Bernardo Pinto na prova anterior desta feita não foi tão evidente e um início menos conseguido e muito tempo perdido a tentar recuperar na tabela impediram o jovem piloto da Yamaha de subir mais do que a quarta marca, situação semelhante à do seu irmão Duarte que ainda teve um início pior e foi forçado a maiores esforços para ascender até ao quinto lugar em que viria a finalizar. De referir que a contenda onde os manos Pinto andavam envolvia vários pilotos, entre os quais o piloto da casa Luís Rodrigues (#836), o campeão em título da Promoção Filipe Cunha e o eterno amante das motos a dois tempos Elias Rodrigues (#53), acabando por ser mesmo este último quem levaria a melhor do trio que ficou junto após os irmãos se desembaraçarem nessa luta. Interessado em deixar para trás os azares que o têm acompanhado, Filipe Cunha foi quem iniciou melhor esta disputa ao ocupar o quarto posto nas primeiras voltas, contudo com o passar do tempo foi perdendo tempo para os oponentes e a queda na classificação foi consequência disso mesmo já que para além dos irmãos atrás referidos, também Luís Rodrigues suplantou o piloto da Gas Gas quando estávamos na sexta volta, para duas voltas depois, ser Elias Rodrigues quem levava a melhor para depois se focar na ultrapassagem ao piloto da casa que viria a acontecer a quatro voltas do final. Assim sendo Elias foi o sexto classificado adiante de Luís e de Cunha que seriam sétimo e oitavo respetivamente, já bastante afastados do adversário que os perseguia que desta vez era José Montero (#191), vítima de atraso logo no início da corrida que o deixava muito recuado no pelotão obrigando a esforços extra para ir subindo na classificação até conseguir ultrapassar Rui Magalhães (#724) a duas voltas do final na luta pelo nono posto, lugar em que o piloto da mota elétrica rodava desde a primeira volta. Assim sendo este último tinha de se contentar com o encerramento do top 10 sendo também o quarto melhor Veterano depois de Felícia, Rodrigues e Montero, deixando David Carballo (#241) com a quinta marca da categoria dos pilotos mais experientes.

O início da segunda e última manga do dia foi muito semelhante ao enunciado na anterior já que Daniel Pinto voltava a sair muito bem da grelha de partida para se instalar no comando das operações logo nos primeiros metros, sendo desta vez perseguido desde bem cedo por Paulo Felícia que, sendo o mais rápido do resto do pelotão, poderia levar mais disputa pela vitória até ao baixar da bandeira de xadrez. No entanto, há semelhança de praticamente todas as provas, Pinto forçou o ritmo nas primeiras voltas para ganhar de imediato uma pequena margem sobre o perseguidor, ainda assim inferior ao verificado anteriormente, o que deixava tudo em aberto quanto ao desfecho final pois por vezes Felícia conseguia aproximar-se para de seguida Pinto responder ao repor a diferença entre ambos, contudo era necessário muita atenção pois esta margem mostrava-se insuficiente para remediar qualquer deslize que viesse a acontecer com o líder. Felizmente para este nenhum azar surgiu pelo que Pinto voltava a obter mais um triunfo para o seu pecúlio, tendo o experiente recruta da TM que se contentar com o lugar intermédio do pódio. Bem mais tranquilo ao longo de todo o tempo andou Dinis Sousa ao ocupar o terceiro posto desde a primeira até à última volta e, apesar de não ter capacidade de acompanhar os dois mais rápidos, também não sentiu qualquer dificuldade para deixar os restantes oponentes para trás. Nas posições seguintes a incerteza era maior com vários pilotos a entrarem na luta pelos lugares cimeiros, com várias trocas à mistura, cabendo a Rui Magalhães a ocupação do quarto posto durante as primeiras três voltas, sucumbindo depois às recuperações desde posições mais recuadas por parte de Filipe Cunha e, mais perto do final da prova, de Bernardo Pinto. Mostrando todo o seu valor depois dos azares das provas anteriores, Cunha subiu aos poucos na tabela até atingir a quarta marca na passagem da quarta volta ao traçado beirão, começando a deixar os oponentes que o perseguiam para trás com exceção de Bernardo Pinto que, colocado na cauda do pelotão no início da prova, foi subindo paulatinamente até que, quando já se esgotava o último quarto do tempo de prova, logrou suplantar o oponente da Gas Gas para ser o quarto no final da prova relegando este para o quinto lugar. Menos sorte teve Duarte Pinto que, depois de rodar no grupo que lutava pelo quarto lugar nas voltas iniciais, levou uma pedrada numa zona mais sensível do corpo que o deixou durante várias voltas junto ao circuito bastante queixoso, acabando depois por retomar, mas já demasiado atrasado para aspirar algum lugar de relevo. Regressando a Rui Magalhães, depois de não conseguir segurar as investidas dos oponentes que concluíram à sua frente, concentrou-se em manter atrás de si José Montero, o seu principal oponente neste momento no Campeonato Elite e Veterano, respondendo da melhor maneira sempre que o espanhol recuperava algum tempo para serem no final sexto e sétimo respetivamente, deixando a oitava marca para Elias Rodrigues que desta feita não teve dos melhores inícios e, após alguma recuperação, já estava demasiado atrasado para almejar chegar mais adiante. Desta vez o melhor representante da casa viria a ser Hélder Costa (#388) ao conseguir atingir o nono lugar no final da segunda manga, levando a melhor sobre Alexandre Ferreira (#46) que aqui fazia apenas a segunda corrida após o seu regresso à competição como consequência de uma lesão que ainda não lhe tinha permitido rodar em 2026 no Regional PentaControl Mx. Em termos da categoria Veteranos, depois de Felícia, Magalháes e Montero encontraríamos David Carballo em quarto e Alexandre Oliveira em quinto (#987), sendo ainda de referir a desistência por lesão de Luís Rodrigues depois de rodar nos primeiros lugares.

Concluídas as duas disputas do dia vinha o momento de premiar os mais fortes em termos gerais sem grandes surpresas face ao escalonamento em cada manga com Daniel Pinto a ocupar o lugar mais alto do pódio ficando ladeado por Paulo Felícia em segundo, Dinis Sousa em terceiro e Bernardo Pinto e Filipe Cunha em quarto e quinto respetivamente. No que diz respeito à categoria de Veteranos Felícia levou a pontuação máxima relegando para os postos seguintes Rui Magalhães, José Montero, David Carballo e Tiago Veloso. Em termos de Campeonato Elite Daniel Pinto segue totalmente destacado do resto do pelotão com oitenta pontos de avanço sobre o segundo colocado Dinis Sousa, no entanto este tem uma tarefa árdua em mãos já que entre ele e o quinto posto temos somente sete pontos de diferença, sendo neste momento Rui Magalhães o terceiro, José Montero o quarto e Elias Rodrigues o quinto. Quanto aos Veteranos a luta mantém-se ao rubro pois Magalhães tem três pontos de avanço sobre Montero, enquanto mais atrás a regularidade do campeão em título Gonçalo Carvalho (#471) garantem-lhe para já o terceiro posto adiante de Paulo Felícia e Luís Rodrigues.

Dois meses e meio é o tempo que os pilotos têm agora para acalmar e verificar os pontos a melhorar pois a quinta etapa irá ser realizada somente no primeiro fim de semana de Setembro na localidade de Valpaços, uma das visitas mais antigas deste Campeonato num evento que se insere nas festividades locais daquela cidade. Sempre palco de grandes espetáculos, o Crossódromo do Cabeço certamente estará bem preparado pela organização local para engrandecer o espetáculo que os pilotos darão ao longo do dia, pelo que convidamos todos os amantes da modalidade a estar presentes para preencher o palco e incentivar os pilotos favoritos. Até lá, bons treinos.
TEXTO & FOTOS: BIKERZ PRESS
