Campeonato Regional PentaControl Mx 2026 » Reportagem Vila Cova Coelheira » Afonso Moreira Simplesmente Imperial Na Promoção Enquanto Adriano Paiva Sai Vitorioso Em Casa Nos Hobby

Vila Cova à Coelheira voltou a ser ponto de interesse no passado mês de Maio com a realização da segunda etapa do ano pontuável para o Campeonato Regional PentaControl Mx e nem a ameaça constante de tempestade ensombrou o grande espetáculo que foi possível assistir. De entre as classes presentes a Promoção é sempre das que mais participantes e emoção traz às pistas nortenhas e nos passados dias 9 e 10 não foi exceção com Afonso Moreira e ser inquestionavelmente o mais forte ao longo do dia em Promoção e Adriano Paiva teve razões para sorrir nos Hobby ao levar a melhor em casa.
PROMOÇÃO

Incluindo o Troféu Regional Quadrace e o Campeonato Nacional MX50, o programa mostrava-se bastante preenchido pelo que, pela primeira vez em 2026, o evento foi dividido por dois dias com a tarde de sábado a servir para a realização dos treinos livres, seguindo-se os cronometrados e as aguardadas corridas no dia de domingo. No que diz respeito à sessão onde as voltas mais rápidas ditavam a ordem de entrada para a grelha de partida desde cedo Afonso Moreira (#229) surpreendia ao ser mais lesto que o segundo colocado Luís Ferreira (#693), um dos líderes da classe, embora a diferença entre ambos fosse menos de meio segundo o que fazia antever muitas lutas pela tarde. De regresso ao Campeonato depois de falhar a ronda inaugural por doença Paulo Gomes (#296) mostrava o porquê de no ano transato chegar a ser dado como um dos candidatos ao título sendo desta feita o terceiro colocado, levando a melhor sobre o comandante da classe Fábio Mendes (#71) que ficava atrás por perto de um segundo, relegando para trás de si Hélder Figueiredo (#217) que aqui se procurava redimir dos azares da prova de Chaves.

Conhecidos os cantos aos quase mil e seiscentos metros de perímetro do traçado beirão e retemperadas as energias pelo período do almoço chegava o momento dos pilotos alinharem atrás da grelha de partida para a primeira manga do dia e, assim que esta caiu, os nomes mais importantes da classe lançavam-se para a dianteira do pelotão com a primeira passagem pela linha de meta a ditar que era Afonso Moreira a surgir no comando das operações sendo seguido por Luís Ferreira e Fábio Mendes que aqui reeditavam as lutas vividas na primeira ronda. Este foi inclusivamente um dos principais pontos de interesse pois Moreira parecia estar num “planeta” diferente começando aos poucos a deixar os oponentes para trás, limitando-se a gerir o avanço amealhado nas voltas inaugurais até que a bandeira axadrezada lhe foi mostrada pela primeira vez no lugar mais alto do pódio. Quanto ao duo perseguidor, pese embora em algumas fases da prova dar e entender que Ferreira iria começar a afastar-se, no momento seguinte Mendes respondia ao voltar a aproximar-se nunca baixando os braços de tal modo que, na última volta ao circuito, logrou mesmo suplantar o oponente para ascender e concluir no segundo lugar logo adiante, por menos de um segundo, de Ferreira que teria de se contentar com a terceira marca. Mesmo sendo um dos mais rápidos em pista, mas ainda em recuperação da doença sofrida umas semanas antes, Paulo Gomes não mostrou capacidade para acompanhar os pilotos que seguiam à sua frente, ainda assim chamou a si o quarto posto durante toda a prova rodando de uma forma completamente tranquila, situação idêntica à vivida por quem o seguia na tabela classificativa, neste caso concreto Hélder Figueiredo. Aproveitando o facto de iniciar a corrida de uma forma mais forte que o normal, entre os mais rápidos, o piloto da Guarda mostrava que os azares da prova de Chaves não passaram disso mesmo e que terão de contar com ele até ao final da temporada, mantendo-se sempre a salvo de qualquer investida que viesse do grupo que o perseguia, com várias trocas entre si. De entre estes quem mais tempo se conseguiu manter pelo sexto posto foi Miguel Vaz (#38) depois de levar a melhor sobre Fábio Marques (#33) ainda durante a primeira volta, contudo quem se mostrava em maior destaque era Telmo Marques (#318) que subia desde os últimos lugares que ocupava na primeira volta ao circuito até que, depois de feitas muitas ultrapassagens ao longo dos vinte minutos de prova, se viria a instalar em sexto quando começava a ser mostrada a placa de duas voltas para o final. Desta feita a Vaz não era deixada outra possibilidade que não fosse contentar-se com a sétima posição, relegando para trás de si um trio de pilotos que terminava separado por alguns segundos em entre cada um com João Cunha (#95) a ser oitavo, Carlos Sá (#49) nono e José Chipelo (#54) décimo.

Após mais um período de pausa os pilotos perfilavam-se uma vez mais na grelha de partida para a última contenda do dia e desta feita, assim que esta caiu, Luís Ferreira lançou-se para a frente do pelotão rubricando o holeshot na frente da dupla de Fábios, Mendes e Marques que saiam lado a lado da segunda curva, e de Afonso Moreira que surgia em quarto. Contudo depressa as trocas sucederam-se e na primeira passagem pela linha de meta Moreira já ocupava o comando adiante de Ferreira e Mendes, não deixando os créditos por mãos alheias começando de imediato a afastar-se dos perseguidores de um modo avassalador de tal modo que, no final da manga, trinta e cinco segundos era a distância amealhada com a apresentação da bandeira de xadrez. Por sua vez, mais atrás, assistíamos a uma repetição da primeira manga com Luís Ferreira a defender-se da melhor forma que conseguia das investidas de Fábio Mendes e, apesar da aproximação bastante perigosa nas últimas voltas onde chegaram mesmo a rodar praticamente lado a lado, a vantagem coube sempre ao primeiro para ser segundo e Mendes o terceiro. Desta vez a conseguir rodar mais próximo dos adversários, mas ainda assim sem hipótese de perigar a posição destes, Paulo Gomes voltava a ser quarto durante toda a prova, concluindo com uma considerável diferença sobre Hélder Figueiredo que a partir da sexta volta instalou-se em quinto depois de se envolver em lutas com vários pilotos, situação que se arrastou até ao término da prova. De facto, mesmo depois de ultrapassar os oponentes, o piloto da Honda não pôde distrair-se já que atrás de si vinham Miguel Vaz, Carlos Sá e Telmo Marques, aos quais temos ainda de juntar e considerar nas voltas iniciais João Cunha, a rodar sempre juntos e com reais expetativas de chegar ainda mais acima na classificação. Infelizmente este último perdia algum tempo ao ter de fazer uma paragem de emergência na zona de assistência o que deixava o restante trio só constantemente em luta, com a incerteza a pairar até ao final, levando Vaz vantagem até à última volta onde acabou por sucumbir ao ataque de Sá que assim se colocava em sexto atrás do seu colega de equipa e não deixava tempo livre para a resposta de Vaz que ainda tinha de se precaver da proximidade de Marques que desta vez não conseguiu ser tão rápido como anteriormente. Após a paragem atrás mencionada a João Cunha não restava alternativa que não fosse contentar-se com o nono posto da segunda manga, levando a melhor sobre José Chipelo que seria o décimo colocado após várias lutas.

Concluído o dia chegava o momento de premiar os melhores e, sem surpresas face ao domínio evidenciado, Afonso Moreira ocupou o lugar mais alto do pódio suplantando Luís Ferreira e Fábio Mendes que terminavam em segundo e terceiro respetivamente empatados em pontos, logo seguidos pelos regulares Paulo Gomes e Hélder Figueiredo a fechar o top 5. Contas feitas com duas etapas concluídas a incerteza é cada vez maior no Campeonato já que Fábio Mendes e Luís Ferreira permanecem empatados no topo da classificação, tendo Afonso Moreira aproveitado este excelente dia para se aproximar e subir a terceiro na frente dos colegas de equipa Carlos Sá e Hélder Figueiredo.

HOBBY
Cinco pilotos não federados decidiram deslocar-se até Vila Cova à Coelheira para participar na segunda etapa do Campeonato Regional PentaControl Mx em conjunto com a classe de Promoção, iniciando-se o dia com a sessão de treinos cronometrados onde Dany Domingues (#442) regressava às pistas para ser o mais rápido à frente do piloto da casa Adriano Paiva (#694) e Ricardo Gomez (#262), muito próximos entre si, e de João Fundo (#905) e Renato Saraiva (#12) que completava a classificação.

Com as forças retemperadas era dada a ordem de partida para a primeira manga que via Ricardo Gomez a surgir na liderança da sua classe, sendo seguido de imediato por Adriano Paiva, João Fundo e Dany Domingues que rodavam em posições consecutivas no meio do pelotão, enquanto Renato Saraiva surgia mais atrasado na classificação. Pese embora as diferenças entre cada um serem reduzidas e as trocas serem possíveis a qualquer momento isso acabou por não acontecer com exceção da subida de Domingues a terceiro por troca com Fundo quando decorria a quarta volta, mantendo-se a partir desse momento a classificação sem qualquer alteração até à bandeira axadrezada. No entanto não pensemos que foi um “passeio” no parque de cada piloto já que as diferenças se mantiveram reduzidas entre cada um com o passar do tempo de corrida, o que mantinha a incerteza até ao final da primeira manga.

A segunda manga teve um pouco mais de história já que na frente das operações da classe com o cair da grelha surgia João Fundo adiante de Adriano Paiva, ao passo que bem mais atrás no meio do pelotão surgia o vencedor inaugural Ricardo Gomez na frente de Dany Domingues e de Renato Saraiva que vinha mais recuado. Interessado em brilhar na sua própria casa depressa Paiva passava ao ataque para se apoderar do comando das operações por troca com Fundo, começando desde logo a cravar um fosso elevado sobre os diretos perseguidores que lhe permitiram ser o primeiro da classe a ver a bandeira de xadrez, de uma forma totalmente tranquila, acabando por a incerteza pairar nos lugares seguintes já que Domingues, depois de levar a melhor sobre Gomez na terceira volta aproveitando um deslize deste, chegava-se também a Fundo duas voltas depois para o suplantar e ascender à vice liderança onde se poderia pensar que iria concluir. Contudo tal não aconteceu já que Gomez, refeito do desaire anterior, vinha em modo de recuperação e, já próximo do final, levava a melhor sobre o atleta de Mundão para ser o segundo classificado relegando Domingues para terceiro. Incapaz de acompanhar os oponentes e a terminar bastante mais atrasado ficaria Fundo com a quarta posição, deixando Renato Saraiva novamente à vontade com a quinta marca.

Terminadas as duas corridas do dia era o momento de chamar os pilotos ao pódio pelo ordenamento geral e, no lugar mais alto por ter sido o mais bem colocado na segunda manga, encontrávamos Adriano Paiva sendo ladeado por Ricardo Gomez em segundo e Dany Domingues em terceiro. A completar a tabela dos participantes João Fundo seria o quarto na frente de Renato Saraiva.
Com a etapa de Vila Cova à Coelheira ultrapassada os pilotos participantes ao Campeonato Regional mais antigo do nosso país tiveram cerca de um mês para analisar quais os pontos fortes e os fracos demonstrados até ao momento já que a terceira ronda se irá realizar somente no próximo fim de semana, na tradicional visita à localidade de Tarouca e ao seu Complexo Motorizado Agostinho Cardoso “Makito”, um dos mais amados pelos pilotos na competição. Com a incerteza a pairar constantemente será um evento repleto de espetacularidade pelo que convidamos todos a aproveitar as entradas gratuitas e a encher o anfiteatro para incentivar os pilotos em pista. Contamos com todos.
TEXTO & FOTOS: BIKERZ PRESS
