Troféu Regional Quadrace 2026 » Reportagem Tarouca » João Vale Domina Por Completo Classe Elite
O Complexo Motorizado Agostinho Cardoso “Makito” localizado em Tarouca arrancou oficialmente a temporada no penúltimo fim de semana de Março com a realização da jornada inaugural do Troféu Regional Quadrace 2026. Num excelente dia para a prática da modalidade os pilotos que se deslocaram até ao interior do país para se defrontarem nos mil e seiscentos metros de perímetro encontraram um circuito em excelentes condições, sobressaindo o conhecido João Vale que não deu oportunidade à concorrência de brilhar na classe principal, a Elite.

Dez pilotos da classe principal do Quadrace marcaram presença no evento levado a cabo pelo Clube Motorizado de Tarouca no mês de Março, tendo a oportunidade de rolar num circuito com algumas alterações face ao que tinham encontrado no passado. Terminadas as burocracias iniciais os pilotos começaram a mostrar os seus dotes através das sessões de treinos matinais, com João Vale (#11) a ditar “leis” de imediato ao ser o mais rápido em dois segundos e meio sobre um dos anteriores campeões no passado, Ricardo Santos (#45). Não muito longe deste seguia o seu colega de equipa Bruno Castro (#30) que por sua vez tinha uma margem confortável sobre os restantes adversários que eram encabeçados pelo campeão de Promoção de 2025, Vítor Pereira (#72), e pelo campeão de Elite de 2025 o experiente Luís Mateus (#101). A completar a lista dos presentes ficou de seguida Eduardo Queirós (#10), Joel Sousa (#33), Daniel Menoita (#7), Daniel Fonseca (#113) e o regressado Hélder Miranda (#85).

Depois de um período necessário de repouso na hora do almoço chegava o momento do nervoso miudinho com os pilotos a alinharem atrás da grelha de partida. Bastante conhecedor do terreno Daniel Fonseca saiu disparado assim que a grelha caiu assumindo a liderança da corrida, mas depressa João Vale, Bruno Castro e Joel Sousa passavam ao ataque para surgirem nos lugares cimeiros na primeira passagem pela linha de meta. Não deixando os seus créditos por mãos alheias rapidamente Vale começou a criar um pequeno fosse sobre o mais direto perseguidor, dando a entender que iria ser um passeio até à amostragem da bandeira axadrezada, contudo a meio da corrida começou a sentir alguns problemas na sua mota que levaram mesmo a parar em plena pista, permitindo a Castro não só recuperar o atraso que trazia como também apoderar-se do comando das operações com uma diferença de sensivelmente 10 segundos sobre Vale. Como o tempo começava a escassear muitos poderiam pensar que a história terminava por aí, no entanto o piloto da Yamaha nunca baixou os braços e, em pouco tempo, encostou-se ao oponente de modo a ser capaz, na última volta, de lançar um ataque decisivo que voltava a dar-lhe a liderança e o triunfo na primeira manga, sendo seguido de muito perto por Bruno Castro. Bem mais à vontade desde o início andou Ricardo Santos que, não tendo dos melhores arranques, se viu na segunda metade do pelotão inicialmente e que o obrigou a esforço redobrado para chegar a terceiro na terceira volta, lugar que nunca mais deixou até que se deu por terminada a manga. Bem mais complicada foi a tarefa de Vítor Pereira e Daniel Menoita já que ambos, na primeira passagem pela linha da meta, ocupavam os últimos lugares da classificação, passando de seguida ao ataque na tentativa de escalar posições. Quem melhor se saiu logo desde o início foi Vítor Pereira que, à quarta volta, já ocupava idêntica posição, nunca podendo ainda assim baixar os braços pois Menoita, duas voltas depois, também ascendia a quinto e tentava pressionar o oponente. Sem resultados práticos os lugares não mais se alteraram entres os dois, terminando ambos com uma diferença considerável sobre Joel Sousa e Daniel Fonseca que, após os excelentes arranques, não conseguiram capitalizar os postos que ocupavam caindo aos poucos para sexto e sétimo respetivamente. A não começar bem o ano o recém-promovido Eduardo Queirós sentiu alguns problemas ao longo da corrida que o relegaram somente para oitavo, terminando ainda assim na frente de Hélder Miranda que acusava a falta de ritmo por estar ausente das pistas há algum tempo. Destaque ainda para a ausência de Luís Mateus que, tendo sentido problemas na sua moto nos treinos, não conseguiu alinhar para as mangas da tarde.

O desenrolar da segunda manga trouxe menos lutas que as vivenciadas anteriormente, principalmente no que diz respeito ao vencedor, já que João Vale rubricou o holeshot para, desde esse momento, ir ganhando avanço sobre o pelotão o que lhe permitiu vencer de forma destacada. A iniciar novamente bastante bem Joel Sousa cotava-se como o segundo melhor na volta inaugural, contudo na seguinte já caía diversas posições o que significava que era agora Ricardo Santos, bastante pressionado por Bruno Castro, quem assumia as despesas da perseguição ao líder. Tal mostrou-se infrutífero, tanto mais que a partir da quarta volta coube a Castro ocupar a vice-liderança de onde não mais seria relegado, não dando outra hipótese a Santos que não fosse completar os lugares do pódio. À semelhança do que havia acontecido na manga inaugural Vítor Pereira voltava, desde muito cedo, a instalar-se em quarto, embora desta feita a sorte não o tenha acompanhado pois a meio da corrida começou a sentir alguns problemas que levaram a uma redução grande do andamento, abrindo portas a que os seus perseguidores subissem na tabela classificativa. Se inicialmente quem vinha atrás era Eduardo Queirós, a mostrar mais serviço que na manga inaugural e reeditando algumas das lutas vividas em 2025, já perto do final era Daniel Menoita quem surgia em quarto após mais uma excelente remontada desde a cauda do pelotão na fase inicial da corrida. Incapaz de resistir às investidas do adversário Queirós acabaria por ser somente o quinto colocado, deixando já bastante distanciado atrás de si Daniel Fonseca que, após alguns altos e baixos ao longo da manga, somente a duas voltas do final conseguiu apoderar-se da sexta marca onde terminou por troca com o já citado Magalhães que não iria além de sétimo. A não conseguir imiscuir-se nas lutas que se desenrolavam à sua frente e depois de perder muitos lugares no início da prova Joel Sousa teria de se contentar com a oitava posição, ficando adiante de Hélder Miranda que realizava uma corrida calma na busca do melhor ritmo após a ausência prolongada.

Chegados ao final do dia era tempo de fazer as contas aos resultados gerais e, sem grandes surpresas, o pódio foi uma réplica das duas mangas com João Vale a ocupar o posto mais elevado adiante de Bruno Castro que era segundo e Ricardo Santos terceiro. A completar a tabela dos cinco mais, e apesar dos maus arranques, Daniel Menoita lograva ser quarto adiante de Vítor Pereira.

Com a primeira ronda da temporada concluída chega agora uma pequena pausa onde os pilotos podem aprimorar o seu andamento e forma física já que a próxima ronda se irá realizar apenas nos dias 9 e 10 de Maio na localidade de Vila Cova À Coelheira, uma terra de bom receber e que procura sempre proporcionar as melhores condições aos pilotos. Com um fim de semana bastante preenchido já que se desenrola em conjunto com o Campeonato Regional PentaControl Mx e Nacional MX50 o espetáculo está garantido pelo que convidamos todos os amantes da modalidade a marcar presença para dar ainda mais brilho ao circuito. Até lá, bons treinos.
TEXTO & FOTOS: BIKERZ PRESS
